Astrônomos descobrem exoplaneta duas vezes maior que Júpiter

Em 17 ago 2015 - 10:31pm por redação
Astrônomos descobrem exoplaneta duas vezes maior que Júpiter

Uma das melhores formas de aprender como nosso sistema solar evoluiu é se voltar para sistemas mais novos em seus estágios de desenvolvimento iniciais, lembra a Nasa por meio de comunicado oficial. Algo que vem a calhar com a recente descoberta de um planeta cujas características o aproximam do gigante Júpiter.

Batizado de 51 Eridani b, o exoplaneta (que não se encontra em nosso sistema solar) pode servir como uma espécie de decodificador para entender como planetas se formaram ao redor do sol. Ele também é o primeiro a ser descoberto pelo Gemini Planet Imager, instrumento operado por um consórcio internacional e instalado no sul do Chile.

O GPI foi projetado especialmente para descobrir e analisar planetas jovens que orbitam estrelas brilhantes via direct imaging, pela qual astrônomos usam ótica adaptativa para apurar a imagem de uma estrela-alvo e, em seguida, bloquear a luz das estrelas. Qualquer luz recebida restante é então analisada, e os pontos mais brilhantes indicam um possível planeta.

“Este é exatamente o tipo de planeta que imaginamos descobrir quando projetamos o GPI”, diz James Graham, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e cientista do projeto para o GPI.

Um irmão mais novo de Júpiter

Segundo os astrônomos, o exoplaneta é relativamente jovem quando comparado ao nosso sistema solar. Ele conta com “apenas” 20 milhões de anos. Para se ter uma ideia, o sol soma os 4,5 bilhões de anos.

As observações do GPI revelaram que o 51 Eri b é cerca de duas vezes a massa de Júpiter (o maior planeta de nosso sistema solar) e sua temperatura média é de 427º Celsius. Sua atmosfera apresenta a maior quantidade já detectada de metano em um planeta alienígena. 

Além de expandir o nosso conhecimento de um universo de planetas conhecidos, o GPI fornece chave para entendermos como sistemas solares são formados e o que eles têm de comum entre si.

Os resultados da recente descoberta foram publicados na revista Science Express, de agosto. 

 

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