Google recebe ordem para remover links de matérias sobre direito de ser esquecido

Em 20 ago 2015 - 9:16pm por redação
Google recebe ordem para remover links de matérias sobre direito de ser esquecido

O Google recebeu uma ordem, que à primeira vista, pode soar um pouco confusa. Nesta semana, o Information Commissioner Office, do Reino Unido, enviou pedido para a gigante de tecnologia remover links de novas matérias sobre o “direito de ser esquecido”, uma conquista válida para cidadãos da União Europeia. 

No caso, o órgão deu ao Google 35 dias para remover os links do resultado de buscas. Já a companhia tem ainda o direito de apelar a decisão para a Câmara de Regulação Geral.

No entanto, a ordem implica uma certa “meta-linguagem” em relação ao controverso direito que permite que pessoas comuns peçam ao Google para remover links que elas considerem conter informações inadequadas e irrelevantes sobre as mesmas de sites com base na Europa. Desde que elas não infrinjam o interesse público.

A ordem foi emitida em resposta a queixa de uma cidadão europeu, que já havia pedido para remover links sobre uma condenação por um delito “relativamente menor” de quase uma década atrás. O Google já havia removido os links para os sites contendo as informações relacionadas à ofensa. 

Mas, quando links para novos artigos sobre a remoção começaram a aparecer depois de uma busca pelo nome da pessoa em questão, esta pediu para que o Google também removesse tais links. 

Segundo a ordem, o Google recusou a retirar os novos links do resultado de busca uma vez que eles possam ser de interesse do público. 

A gigante tomou em consideração o julgamento jornalístico para determinar se tais informações sobre as remoções eram relevantes e de interesse público.

Nesta quinta-feira, uma porta voz da companhia disse que o Google tinha recebido a ordem e a estava revisando, mas recusou a comentar mais sobre o assunto. 

Segundo o órgão do Reino Unido, a pessoa que entrou com o pedido não quer que todos os links sejam removidos, apenas aqueles em que aparecem o seu nome.

No início deste ano, o Guardian publicou dados que informavam que a maioria dos pedidos de remoções de links do Google eram de pessoas comuns.

 

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