Pesquisadores recorrem a Internet das Coisas para estudar abelhas

Em 26 ago 2015 - 9:06pm por redação
Pesquisadores recorrem a Internet das Coisas para estudar abelhas

Talvez você não dê muita importância a vida das abelhas e se lembre delas caso vislumbre a possibilidade de ser picado ou, na melhor das possibilidades, precisar consumir mel. Porém, vale ressaltar que abelhas produtoras de mel são responsáveis pela polinização de um terço da comida que consumimos. Tal relevância torna imprescindível o estudo de seu comportamento e do meio ambiente onde vivem.

“As colônias de abelhas estão colapsando em todo o mundo e não sabemos por que”, ressalta o Professor Paulo de Souza, Chefe de Gabinete do Departamento Executivo de Ciências e de Produtividade Digital da Agência nacional de ciências da Austrália (CSIRO, sigla em inglês). 

Nesse cenário, microssensores conectados indicam uma das melhores alternativas para acompanhar a saúde de abelhas mundo afora.

Nesta terça-feira, a Intel Corporation anunciou uma colaboração global inédita com a CSIRO. A parceria permitirá que a tecnologia da Intel, no caso a  Intel® Edison Breakout Board Kit, desempenhe um papel fundamental na investigação da saúde da abelha produtora de mel para garantir o fornecimento global de alimentos.

A Edison Breakout Board Kit é uma plataforma computacional personalizada, ligeiramente maior do que um selo postal. Ela será distribuída pela CSIRO para parceiros de pesquisa em todo o mundo na forma de um kit com microssensor para abelhas como parte da Iniciativa Global pela Saúde da Abelha Produtora de Mel (GIHH, na sigla em inglês). 

Como funciona

Composto por um microssensor, a Intel Edison Board será colocada dentro de colmeias para monitorar as atividades das abelhas por meio de minúsculas tags que usam identificação por  radio freqüência, instaladas nas costas das abelhas.

“Devido à natureza global e urgente deste problema, vimos a necessidade do desenvolvimento de uma metodologia que qualquer cientista poderia facilmente implantar. Desta forma, podemos compartilhar informações e comparar dados de todo o mundo para investigar colaborativamente a saúde das abelhas. Este esforço único é um fantástico exemplo da Internet das Coisas”, diz Souza.

Os sensores funcionam de maneira similar à e-tag de veículos, gravando quando o inseto passar na frente da Intel Edison board definida como checkpoint. 

Os dados coletados pelo leitor da tag e outros sensores ambientais ligados à Intel Edison board fornecerão informações valiosas para apicultores, produtores primários, indústria e governos. 

A plataforma coleta dados da colmeia e envia a informação remotamente para a Portal de Acesso de Dados da CSIRO. Os pesquisadores usam os sinais dos sensores acoplados à Intel Edison para criar um abrangente modelo 3D que ajuda pesquisadores a compreender o movimento, os comportamentos e as respostas das abelhas aos motivos de estresse que afetam a saúde e a polinização.

No Brasil, há diversas instituições envolvidas no projeto, como Embrapa, Ibama, Universidade de São Paulo (USP – SP), Universidade de Lavras (MG), Universidade do Pará (PA).

 

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