S6 Edge Plus e Note 5 chegam em setembro ao Brasil por cerca de RS 4.000

Em 13 ago 2015 - 5:47pm por redação

Os dois smartphones de tela grande da série Galaxy –S6 Edge+ e Note 5–, lançados nesta quinta-feira (13) pela Samsung, trazem telas de 5,7 polegadas e design renovado para a linha Note, mas sem mudanças significativas em relação a seus antecessores [S6 Edge e Note 4]. Eles devem chegar ao Brasil em setembro, e, apesar de o preço ainda não ter sido anunciado, devem ter valor similar ao do S6 Edge, cerca de RS 4.000.

Com o anúncio feito durante evento realizado em Nova York (EUA), a empresa sul-coreana confirmou praticamente todos os rumores sobre os aparelhos. A principal diferença entre o S6 Edge+ e o S6 Edge é que o celular ficou maior, já no Note 5, o que chama atenção é o visual mais sofisticado, parecido com o S6.

De acordo com a Samsung, eles serão vendidos a partir de 21 de agosto em todo o mundo. O Note 5 ganhou uma melhora no processador, que pode ser considerado o mais potente do mercado. Os dois aparelhos também contam com 4GB de memória RAM, um acréscimo em relação aos antecessores. A traseira curva do Note5 e a tela curva grande do Edge+ também são destaques dos novos modelos.

"É como ter um computador de porte médio à mão", disse Roberto Soboll, diretor de produto mobile da Samsung. Segundo ele, a "alta capacidade" dos smartphones favorece principalmente os amantes de vídeos e games.

Com o processador de oito núcleos [quatro de 2,1 GHz e quatro de 1,5 GHz], o Note 5 manteve a empresa sul-coreana entre as principais fabricantes. O iPhone 6 Plus, por exemplo, conta com um processador dual-core A8 de 1.4 GHz, inferior inclusive ao do Note 4 (octa-core –1,9 GHz quad-core e 1,3 GHz quad-core). Com as mesmas especificações, o S6 Edge+ preservou a especificação do S6 Edge e do S6, que já eram top do mercado.

Vale lembrar que o desempenho de um smartphone é medido não apenas na potência do seu processador. Existem várias outras especificações técnicas — memória RAM, capacidade de armazenamento, GPU [placa gráfica do smartphone], bateria e sistemas de conectividade– que influenciam na performance do dispositivo.

 Essas características não tiveram grandes alterações. A Samsung voltou a abolir o armazenamento expansível e a bateria removível nos dois modelos. A capacidade da bateria dos lançamentos da empresa sul-coreana é de 3.000 mAh.

Segundo a empresa, o carregamento completo da bateria dos novos smartphones por wireless pode ser realizado em 120 minutos –uma hora a menos do que os modelos anteriores.

S6 Edge+

Como o esperado, o S6 Edge+ é basicamente uma versão maior do irmão S6 Edge. As dimensões passaram de 142.1 x 70.1 x 7 mm para 154,4 x 75,8 x 6,9 mm. Proporção que também influenciou no tamanho da tela que passou de 5,1 para 5,7 polegadas. Conta ainda com a tecnologia Super Amoled e resolução de 2560 x 1440p.

Além da principal característica da versão Edge, que é a lateral da tela curvada, o dispositivo manteve as mesmas especificações dos recursos multimídia. A Samsung preservou os 16MP da câmera principal dos aparelhos da linha S6, bem como os 5MP da câmera frontal. A melhora da lente também se manteve.

Note 5

A S. Pen, segundo a Samsung, é uma das principais novidades do Note 5. A caneta digital do modelo ganhou mais precisão na escrita, como apontou a sul-coreana.

Outra novidade está relacionada à tecnologia USB Type-C –conector que pode ser inserido de ambos os lados. O Note 5 também ganhou um incremento na qualidade da câmera frontal, que passa a ter 5MP, mas manteve os 16MP da câmera principal.

Preços altos

O que parece, no entanto, é que as empresas –assim como a sul-coreana– tenham perdido a mão para definir o preço dos dispositivos. Desde o lançamento do iPhone 6, em 2014, os preços de celulares no Brasil ultrapassam a casa dos R$ 4.000. 

 No segundo trimestre de 2015, a Samsung registrou ganhos menores do que esperado. O resultado sugere que a sul-coreana tenha errado a mão com o Galaxy S6 diante da demanda fraca em mercados-chave, que deve ter pressionado as vendas. O sucesso ou fracasso dos novos phablets é considerado como importante no futuro a médio prazo da Samsung, que foi superada pela Apple nas vendas dos celulares mais caros e está sofrendo com a forte concorrência das fabricantes chinesas nos aparelhos mais baratos. 
* A jornalista viajou a convite da Samsung

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