Uber falha em verificar antecedentes criminais de motoristas, diz promotores

Em 20 ago 2015 - 7:10pm por redação
Uber falha em verificar antecedentes criminais de motoristas, diz promotores

Em meio a polêmicas envolvendo o Uber, a última notícia a respeito do aplicativo de corridas destaca o trabalho de checagem do passado de seus motoristas. 

Promotores de Los Angeles e São Francisco, nos Estados Unidos, alegam que a startup falha ao checar os antecedentes criminais de seus motoristas, incluindo aí 25 deles condenados por crimes sexuais, sequestro, assalto e até mesmo homicídio. 

As queixas acontecem depois que os promotores acusaram, em dezembro, o Uber de enganar clientes a respeito da verificação dos antecedentes.

Desde a primeira acusação, erros sistemáticos no processo de checagem de antecedentes do Uber têm chegado ao conhecimento, diz a denúncia, que foi apresentada nesta terça-feira (18) no Tribunal Superior da Califórnia em São Francisco.

Apesar das alegações de segurança do Uber, a companhia não realiza checagem de impressão digital para seus motoristas, diz a emenda, que fornece menos segurança do que as digitais exigidas para taxistas da Califórnia.

Ao invés, o Uber usa verificação baseada em nomes de motoristas em várias bases de dados, incluindo o Sex Offender Registry e National Criminal Search.

Ao longo do tempo, o Uber mudou a forma como descreve suas práticas de varredura para contratar motoristas, diz a queixa. Por exemplo, a companhia mudou a descrição de “líder de indústria” para “verificações em que você pode confiar”, completa o documento. 

Mas no cenário completo, “As representação podem levar consumidores a acreditarem que o Uber faz tudo que pode” para assegurar sua segurança”, diz a promotoria.  

Uma porta-voz do Uber informou, em comunicado, que a companhia descorda que uma verificação de impressão digital é um sistema melhor do que a que a faz atualmente com motoristas do aplicativo.

“A realidade é que nenhuma é 100% inquestionável, como descobrimos no ano passado quando verificamos centenas de pessoas que se identificavam como taxistas”, diz. 

Esse processo, afirma a representante do Uber,  consegue descobrir  condenações de candidatos que foram pegos dirigindo sob a influência de drogas ou álcool, estupro, tentativa de assassinato, abuso infantil e violência. 

 

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