Pesquisadores desenvolvem Wi-Fi que consome 10 mil vezes menos energia

Em 25 fev 2016 - 3:40pm por redação
Pesquisadores desenvolvem Wi-Fi que consome 10 mil vezes menos energia

Até então, os sugadores de energia do seu smartphone e PC são bem conhecidos: tela, CPU e a necessidade de alimentar o seu Wi-Fi ou 3G para enviar e receber dados. E claro, todo esse consumo de energia é sugado da sua bateria. Mas pesquisadores encontraram uma forma de quase eliminar o consumo de energia usado pelo Wi-Fi. Porém, você precisaria de alguns novos chips dentro do seu roteador e seu smartphone. 

Os pesquisadores da Universidade de Washington estão chamando a tecnologia de “Wi-Fi passivo”, que conseguiria cortar a energia usada por transmissões em cerca de 10 mil vezes quando comparada ao que um chip convencional consumiria.

Uma startup formada dentro da universidade, a Jeeva Wireless, foi formada com a intenção de comercializar a tecnologia.

Como funciona

Imagine o Wi-Fi como uma lanterna de várias coisas, transmitindo dados. Seu roteador conta com uma lanterna dessas apontada para seu telefone e seu telefone também conta com uma.

O Wi-Fi passivo elimina uma dessas lanternas e a substitui por um espelho. Seu roteador ainda usa seu sinal de Wi-Fi para enviar dados para seu telefone, só que a tecnologia passiva de Wi-Fi simplesmente a reflete de volta, o que também beneficiaria a velocidade do sinal. 

Os pesquisadores disseram que os dados foram testados em cenários onde telefone e roteador estavam próximos e em cenários onde estavam distantes, separados por paredes.

Por que isso importa

É possível que isso tenha um impacto significante em como seu telefone envia e recebe dados. Infelizmente, isso provavelmente exigirá um novo hardware para roteadores e dispositivos móveis. 

Mas há outro cenário:  o Wi-Fi passivo poderia emergir como uma alternativa de baixo consumo de energia para o Bluetooth, algo que o tornaria uma solução ideal para a Internet das Coisas. 

A promessa de que o Wi-Fi passivo de fato aconteça ainda está a dois anos de distância, pelo menos. Mas é um futuro possível que parece ser intrigante a medida que usamos nossos dispositivos móveis cada vez mais com maior frequência.

 

 

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