Como smartphones ajudaram a NASA a construir satélites “de bolso”

Em 17 mar 2016 - 5:11pm por redação
Como smartphones ajudaram a NASA a construir satélites "de bolso"

Os mesmos avanços em eletrônica que nos levam a smartphones cada vez mais poderosos estão ajudando a NASA em se tornar mais ágil na tarefa de explorar o universo. 

Engenheiros estão assumindo as vantagens de componentes de baixo custo e altamente integrados desenvolvidos para telefones e usando os mesmos para construir satélites que são pequenos suficientes que cabem na palma da mão. 

Eles são mais fáceis de serem construídos e mais baratos para lançar do que satélites convencionais e fornecem uma base de teste para outras tecnologias usadas no espaço.

A tecnologia permite “missões mais rápidas, acessíveis e transformadoras. Nós podemos testar novas coisas mais rapidamente, assumir riscos que nós não podíamos com um objeto espacial muito maior e nós estamos a usando como uma plataforma para desenvolver e testar novas tecnologias que possam ser úteis para qualquer dispositivo espacial de qualquer tamanho”, disse Andrew Petro, que lidera o programa de pequenos satélites na NASA, em Washington, D.C.

Recentemente, ele palestrou no Ames Research Center da NASA, no Vale do Silício, onde alguns dos pequenos satélites estavam sendo demonstrados. 

Um dos trabalhos do programa é o chamado “Nodes”, que é um par de cubesats (satélites-cubos) que está programado para ser lançado da Estação Espacial Internacional no início de abril. Cada um deles mede apenas 10 centímetros por 17 centímetros e pesam 2 quilos.

Eles são o auge da engenharia de baixo custo: eles rodam com o sistema operacional open source Android e usam tiras de uma fita métrica de metal para suas antenas.

Os satélites Nodes irão orbitar a Terra, retransmitindo informação entre cada um deles e para estações que estão no solo. Algumas vezes, um deles assumirá a liderança e coordenará as comunicações, e em outras vezes o outro irá. É um teste de sistema de veiculação mais flexível que ajudará a NASA a descobrir a melhor forma para que múltiplos satélites conversem um com os outros para depois devolverem dados a Terra. 

Até então, isso não tinha sido uma grande preocupação porque a maioria dos satélites opera independente, mas com o cubesat vários projetos conseguem trabalhar em uníssono.

E não é só por que os satélites são pequenos e de baixo custo que isso não significa que eles estão menos prontos para o espaço. Em um laboratório no Ames Research Center, cubesats são testados para garantir que estejam prontos para os rigores do lançamento, implementação e uma vida no espaço.

O programa conta com testes para vibração, colisão, força-G, frio extremo e habilidade de sobreviver no vácuo.

A NASA conta com uma agenda apertada para as futuras missões com cubesats e outros projetos seguem em plano por companhias, universidades e outras organizações. 

A medida que inovação em eletrônica continua trazendo novas habilidades para computadores de bolso, o laboratório da NASA continuará ocupado por um bom tempo.

 

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