Funcionários da Uber se revoltam com saída de CEO e pedem para que ele volte

Em 23 jun 2017 - 2:33pm por redação
Funcionários da Uber se revoltam com saída de CEO e pedem para que ele volte

Alguns funcionários da Uber não aceitaram muito bem a notícia dada no início desta semana de que o fundador Travis Kalanick estava deixando a presidência da companhia. Após pedido do conselho de investidores, o executivo confirmou que renunciava o cargo deixando a Uber, até agora, sem um presidente.

A última novidade da dantesca história de Kalanick e da empresa de transporte individual – que inclui desde processos de assédio sexual a roubo de segredos comerciais da Alphabet – agora ganha novo capítulo com uma petição por parte de alguns funcionários que exigem a reintegração de TK, apelido de Kalanick entre os mesmos.

A petição “suaviza” a reputação do executivo, visto por muitos como uma figura autoritária e pretensiosa, e pede para que outros funcionários se revoltem com sua saída.

“TK, não importa suas falhas (todos as têm), você foi um dos melhores líderes que já vi”, diz. “Ele trabalhou dia e noite na criação desta empresa para o que é hoje”.

Uma carta mais formal foi direcionada ao conselho da empresa e conta com assinaturas de mais de mil funcionários, que pedem para que Kalanick tenha “um papel operacional” dentro da Uber, que conta com 15 mil funcionários.

“Sim, Travis é falho, como todos somos”, diz a carta ao conselho. “Mas sua paixão, visão e dedicação a Uber são simplesmente incomparáveis. Nós não estaríamos aqui hoje sem ele, e acreditamos que ele pode evoluir para o líder que precisamos. Ele é fundamental para o nosso futuro sucesso.”

Após uma série de escândalos e controvérsias legais e éticas, Kalanick renunciou o cargo de presidente executivo da empresa. Na semana passada, ele já havia anunciado que tiraria uma licença por tempo indeterminado depois que sua mãe faleceu em um acidente.

O New York Times relata que o grupo de investidores da Uber, liderada por dois deles, confrontou Kalanick em um quarto de hotel em Chicago com uma carta exigindo sua renúncia. Depois de horas de conversas intensas, Kalanick finalmente concordou e renunciou.

A companhia também tem perdido alguns dos executivos que ocupavam posições no alto escalão, incluindo Emil Michael, o braço direito de Kalanick e vice-presidente sênior da empresa. A partida de Kalanick e Michael pode permitir que a empresa mude sua cultura corporativa amplamente criticada.

 

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