YouTube muda exigências para monetização de canais após polêmicas

Em 17 jan 2018 - 1:35pm por videobes


Após polêmicas com youtubers famosos perdendo prestígio entre anunciantes, o Google decidiu mudar as regras de ingresso ao YouTube Partner Program, programa de monetização de canais populares dentro da plataforma de vídeos.

A partir de agora, quem quiser ganhar dinheiro do YouTube exibindo anúncios em seus vídeos deve ter ao menos 1.000 inscritos e um total de 4.000 horas de visualizações acumuladas nos últimos 12 meses. A mudança não vale para quem ganha só pelo AdSense.

Até hoje, a exigência era apenas a de que os canais tivessem 10 mil ou mais visualizações únicas. Com a mudança, o YouTube admite que vai ficar mais difícil para que canais menores ganhem dinheiro com suas produções, mas o objetivo, segundo a empresa, é outro.

As novas regras, disse o YouTube, “vão permitir que possamos melhorar significativamente nossa habilidade de identificar os criadores que contribuem positivamente para a comunidade e vai nos ajudar a direcionar mais receita com anúncios para eles (e para longe dos atores ruins)”.

Além disso, as novas exigências “vão nos ajudar a evitar que vídeos potencialmente inapropriados sejam monetizados, o que prejudica a receita de todos”. As mudanças valem para todos os canais que quiserem participar do programa de parceiros do YouTube a partir desta quarta-feira, 17, e para os que já são participantes a partir de 20 de fevereiro.

A mudança parece ser uma resposta do YouTube a uma sequência de polêmicas envolvendo canais famosos na plataforma. No ano passado, o sueco Felix Kjellberg (conhecido como PewDiePie), dono do maior canal do YouTube, perdeu parcerias com o Google e outros anunciantes após fazer piadas com o nazismo em alguns vídeos.

Já neste ano, a polêmica mais recente foi com o youtuber Logan Paul, que filmou o cadáver de uma possível vítima de suicídio em um de seus vídeos. O YouTube levou uma semana para responder à polêmica, tomando a atitude de cortar Paul de seu programa de monetização preferencial, o Google Preferred.

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