A arma de Facebook e Google contra fake news

Em 5 fev 2018 - 11:37am por redação

Pode se preparar para mais notícias sobre a feirinha de artesanato bombando no bairro ou o gato perdido do seu vizinho no Facebook. A rede social promete priorizar conteúdo local em 2018. E, ao que parece, não está sozinha: o Google também prepara um app hyper-local chamado Bulletin. Mas, por que o interesse repentino de duas gigantes de internet no que acontece com seu quintal?

Duas palavras: fake news. “O noticiário local ajuda a construir uma comunidade online e offline”: é a explicação fofa de Mark Zuckerberg. A real é que o Facebook quer convencer investidores, usuários e (principalmente) um governo de que está se esforçando para evitar a manipulação por meio de informações falsas na rede – tipo o que aconteceu durante as últimas eleições presidenciais em um certo país aí.

Amigão da vizinhança
As iniciativas vão além de deixar Facebook e Google mais “familiares”. A relação que as duas empresa possuem com os gigantes de mídia nos EUA anda meio abalada. O motivo é a compensação financeira que as plataformas repassam para a imprensa. Já os veículos locais também possuem suas ressalvas, mas precisam da audiência.

Daí a reação bem diferente entre a resposta dada pelo CEO do site Patch, de notícias locais, Warren St. John:

“A decisão mostra que Zuckerberg e Facebook estão falando sério sobre o apoio a interações que constroem uma comunidade.”

E o que o membro do conselho da NBC News, Andy Lack disse:

“Eles são o Fakebook. Não são o Facebook… Não valorizam o relacionamento com organizações de imprensa.”

Outra crítica pesadona vem do CEO da News Corp, Rupert Murdoch, que acusou Facebook e Google de popularizaram fontes escandalosas e não confiáveis por meio de seus algoritmos, gerando lucro apenas para suas plataformas.

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