Coreia do Norte representa ciberameaça ainda maior do que Rússia

Em 27 fev 2018 - 1:50pm por videobes


Envolvida em recentes casos de espionagem, a Rússia tem se tornado uma grande ameaça para o mundo. Mas há uma preocupação ainda maior. Dmitri Alperovitch, cofundador da empresa de segurança da informação que investigou os ataques ao Comitê Nacional do Partido Democrata norte-americana em 2016, alerta que a Coreia do Norte representa uma ameaça ainda maior em relação a ciberataques.

Ao jornal britânico The Guardian, Alperovitch, da Crowdstrike, disse que se preocupa muito com a capacidade da Coreia do Norte de fazer um ataque destrutivo, talvez contra o setor financeiro, na tentativa de atingir instalações nucleares dos EUA ou mesmo o próprio regime. Não que o país do ditador Kim Jong-un tenha as ferramentas mais avançadas do mundo – isso não é comprovado -, mas suas estratégias e audácia preocupam.

A relação entre os dois países tem gerado preocupação em todo o mundo. O risco de uma guerra nuclear é grande, mas as ameaças podem estar on-line. A Coreia do Norte, inclusive, já tem liderado vários ataques cibernéticos importantes nos últimos anos, principalmente contra seu vizinho e rival Coreia do Sul.

Os ataques começaram em 2017, quando se acredita que o grupo “Lazarus”, uma unidade de hackers elite da Coreia do Norte, criou e implantou o famoso ataque ransomware WannaCry. O malware se espalhou rapidamente, derrubando sistemas de TI em todo o mundo.

Tendências

Segundo relatório da Crowdstrike, no ano passado não só o volume e a intensidade dos ataques cibernéticos atingiram novos máximos, mas o nível geral de sofisticação em todo o cenário da ameaça global teve um aumento meteórico.

O relatório sugere que, no futuro, não serão apenas estados-nação que usarão as ferramentas de hacking mais prejudiciais: a tecnologia desenvolvida pelos militares do mundo entrará inevitavelmente nas mãos de grupos criminosos e outros atacantes.

Em 2018, o relatório aponta que os hackers baseados na Coreia do Norte provavelmente continuarão a atividade cibernética maliciosa contra entidades na Coreia do Sul, Japão e EUA. “O acesso à rede obtido através de ferramentas de acesso remoto (…) pode ser usado para implantar softwares de limpeza”, diz o relatório.

“Esta segmentação específica pode representar a postura da Coreia do Norte (…) que poderia produzir efeitos destrutivos contra a infraestrutura crítica dos EUA, caso ocorra um conflito militar”.

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