Como vai funcionar a nova regulamentação para fintechs de crédito

Em 27 abr 2018 - 3:02pm por videobes


O Banco Central (BC) aprovou nessa quinta-feira (26) a regulação das fintechs de crédito, estabelecendo dois novos tipos de instituições financeiras. A primeira delas é a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), correspondente ao modelo peer-to-peer (P2P), ou empréstimo coletivo, no qual sites conectam pessoas – ou empresas – que estão buscando empréstimos a investidores buscando retornos acima da média. Já a outra diz respeito a chamada Sociedade de Crédito Direto (SCD), onde empresas emprestam seu próprio capital para pessoas físicas.

Com a regulamentação, as fintechs que trabalham com crédito digital, poderão entrar com pedido de abertura de instituição financeira nas novas modalidades SEP ou SCD, o que as torna independentes e mais competitivas em relação aos bancos tradicionais. Entre as startups brasileiras que oferece a modalidade está a Nexoos, que conecta pequenas e médias empresas que necessitam de empréstimos a potenciais investidores.

Para as fintechs pertencentes à SEP, houve uma mudança importante no limite máximo de risco que o investidor pode tomar, comparando com o edital de consulta público lançado em Agosto de 2018. No primeiro edital este limite era de R$ 50 mil por investidor, considerando todas as suas operações na nova modalidade. Na nova proposta, o Banco Central regulamentou um limite de R$ 15 mil por operação, mas sem limitar a quantidade de operações. Veja também: 4 lições que fintechs brasileiras podem aprender com o mercado internacional

“Esta mudança representa um grande avanço para o setor, pois viabiliza o modelo de negócio e incentiva a diversificação”, afirma Daniel Gomes, CEO da Nexoos.

A regulamentação permite ainda que as fintechs ofereçam serviços de análise de crédito, atuar como corretor de seguros e, ainda, emitir moeda eletrônica. Atualmente as fintechs trabalham como correspondentes bancários de instituições financeiras parceira para poder oferecer empréstimos.

“A regulação proposta é muito positiva, pois vai trazer mais competição e eficiência ao mercado, e, portanto, tem potencial de reduzir a taxa de juros. Quem ganha é o consumidor final”, conclui Gomes.

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