Facebook agora permite usuário recorrer de posts banidos da rede social

Em 25 abr 2018 - 12:54pm por videobes


O Facebook revelou, pela primeira vez, detalhes sobre como decide que um conteúdo pode ser publicado ou banido da plataforma. Ao mesmo tempo, anunciou que autores de posts removidos poderão apelar da decisão quando achar que a rede social cometeu um erro.

O anúncio oficializado nesta terça-feira (24) acontece ainda sob a sombra do escândalo envolvendo o uso indevido de milhões de perfis de usuários da rede social pela Cambridge Analytica para fins de manipulação política.

O Facebook tem tentado, de muitas formas, se mostrar cada vez mais transparente desde a quebra de confiança pós-Cambridge Analytica. Além da auditoria que o CEO Mark Zuckerberg prometeu realizar em apps de terceiros e programa de recompensas para denunciar aqueles abusivos, o Facebook renovou sua política de privacidade e uso de dados e chamou atenção para recursos e permissões. Mas esta é a primeira vez que a empresa abre o jogo sobre como opera o que chama de “padrões de comunidade˜.

“Uma das perguntas mais frequentes que recebemos é como decidimos o que é permitido no Facebook”, escreve Monika Bickert, vice-presidente global de Políticas Públicas da companhia em comunicado. “Decidimos publicar essas diretrizes internas por dois motivos. Primeiro porque elas vão ajudar as pessoas a entenderem como nos posicionamos sobre questões delicadas. E em segundo lugar, ao oferecer esses detalhes tornamos o processo mais fácil para todos, incluindo para especialistas em diferentes áreas, nos darem feedbacks para que possamos melhorar as diretrizes – e as decisões que tomamos – ao longo do tempo”, completa Monika.

Segundo a executiva, 11 escritórios do Facebook ao redor do mundo trabalham nos padrões da comunidade. Neles, estão especialistas que contam com trajetória acadêmica e prática em assuntos que vão desde segurança infantil, a discursos de ódio e terrorismo.

De forma geral, o Facebook proíbe publicações que incitem a violência, ódio, bullyng, exploração sexual de crianças e adultos e aquelas que violam a privacidade e intimidade das pessoas. Entretanto, não é rara as ocasiões onde o Facebook precisa se justificar ao – automaticamente – banir imagens de arte que retratam nudez. Um dos casos mais recentes foi quando a rede social censurou uma escultura do período paleolítico. A fotografia publicada trazia a escultura “Vênus de Willendorf”, que representa uma figura feminina voluptuosa nua.

Dada a abrangência da plataforma – mais de 2 bilhões de usuários – o serviço precisa recorrer aos seus misteriosos algoritmos, o que dá margem para certo equívocos como o exemplo acima. Para casos semelhantes, o Facebook agora conta com uma espécie de tribunal para revisar esses conteúdos.

Como funcionarão as apelações

Caso uma foto, vídeo ou publicação for removida por violar os padrões, o usuário será notificado e terá a opção de solicitar uma revisão adicional;

Feito isso, uma pessoa do time do Facebook analisará o pedido dentro de 24 horas;

Se o Facebook reconhecer o erro, enviará uma notificação ao usuário e o conteúdo (foto, vídeo ou publicação) será restaurado.

“Estamos trabalhando para ampliar ainda mais esse processo, dando suporte a mais tipos de violações, oferecendo às pessoas a oportunidade de fornecer mais contexto que nos ajude a tomar a decisão certa”, ressalta Monika.

As diretrizes detalhadas dos Padrões de Comunidade do Facebook podem ser encontradas neste link.

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