Facebook planeja seus próprios chips para ajudar a filtrar vídeos ao vivo

Em 29 maio 2018 - 1:06pm por videobes


O Facebook tem que lidar com milhões de dados gerados a cada segundo por seus mais de 2 bilhões de usuários mundo afora – um tipo de atividade que exige um poder de processamento imensurável e, consequentemente, demanda muita energia. Pois agora, a companhia cofundada por Mark Zuckerberg está mais séria em suas ambições em hardware. Um dos objetivos é melhorar a eficiência energética da sua análise de vídeo ao vivo.

O principal cientista de inteligência artificial do Facebook, Yann LeCun, informou durante a conferência Viva Technology, em Paris, França, na última sexta-feira (25), que a companhia trabalha na criação de chips computacionais que sejam mais eficientes em termos de energia para a análise e filtragem de conteúdo de vídeo ao vivo. As informações são da Bloomberg.

LeCun deu o exemplo de vídeos ao vivo com conteúdo sensível e de violência, como a transmissão de um suicídio – como já aconteceu na plataforma no passado. “Você gostaria de ser capaz de derrubar esse tipo de conteúdo quando acontecer “, disse o cientista. Entretanto, usar sistemas baseados em computadores convencionais para monitorar todos os vídeos, ao vivo e gravados, exigiria “uma enorme quantidade de poder computacional”, explicou ele, e custaria muita energia.

Segundo LeCun, o Facebook se junta a um grande número de empresas que têm trabalhado para projetar chips mais eficientes, nomeando Intel, Samsung e Nvidia. A notícia não soa tanto como surpresa, dado que no mês passado o Facebook começou a ofertar em suas lista de empregos vagas para profissionais habilitados para projetar semicondutores. A Bloomberg reportou no mês passado a busca da companhia por talentos na área a medida que também tenta se afastar da dependência de chips da Intel e Qualcomm.

O cientista ainda reforçou a tendência de novas tecnologias se popularizando entre usuários, como reconhecimento de voz, realidade aumentada e virtual, bem como processamento de imagem e vídeo diretamente dos smartphones. Esse tipo de habilidade tende a crescer e por isso empresas de software estão pensando cada vez mais em hardware. Não seria também a primeira aposta do Facebook na área.

“O Facebook já trabalhou com hardware: ele cria seu próprio design de servidor, placas-mãe e seus próprios chips de comunicação para data centers”, disse LeCun. “Então, isso não é completamente novo para o Facebook”.

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