47% das crianças brasileiras de até 8 anos já possuem um youtuber favorito

Em 28 jun 2018 - 1:07pm por videobes


Se você é um adulto em 2018, talvez não tenha ainda se atentado para a influência que youtubers criaram sobre gerações mais novas. Mas segundo uma pesquisa realizada pela CRESCER feita com 2.044 pais, mães e filhos de 0 a 8 anos, 47% das crianças já têm algum influenciador digital preferido ou canal que acompanha com frequência. A pesquisa, divulgada nesta semana, buscou entender a influência da tecnologia no dia a dia das crianças brasileiras.

De acordo com o levantamento, 38% das crianças já têm um dispositivo eletrônico, como celular, tablet, computador, videogame ou TV. Um comparativo com outra análise similar de 2013, feita com 1.045 participantes com filhos na mesma faixa etária, indicava que somente 6% eram donas de um aparelho. Isso significa um aumento de seis vezes em cinco anos. Conexão e privacidade: YouTube é acusado de coletar dados de crianças para fins publicitários

Entretanto, vale ressaltar que caiu o número de famílias que permitem o uso de aparelhos eletrônicos durante as refeições ou antes de dormir. Por outro lado, aumentou o tempo que meninos e meninas passam diante de algum tipo de tela – dos televisores aos smartphones. Hoje, 47% deles gastam mais de três horas com a atividade. Há cinco anos, o volume era de 35%.

O videogame também faz parte da rotina dos pequenos, com 45% deles passando mais de três horas por dia jogando.

Cuidados e disciplina

Dada a influência que youtubers têm assumido na vida de crianças e adolescentes, a neuropediatra Liubiana Arantes de Araújo, presidente do Departamento de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria, alerta que é preciso avaliar se o conteúdo assistido é violento, sexual ou incentiva o consumismo, o que é comum em vídeos feitos para e por crianças.

“É natural que as crianças copiem os gestos, o linguajar e até a forma de pensar dos youtubers, o que nem sempre condiz com a educação que a família preconiza”, ressalta a médica, por meio de comunicado à imprensa.

A boa notícia é que pais estão atentos ao tópico, 83% deles disseram que a maior preocupação em relação aos dispositivos é sobre os conteúdos impróprios para a idade. Ao mesmo tempo, 60% deles acreditam que os dispositivos preparam melhor o filho para o futuro.

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