YouTube supera Netflix em preferência dos brasileiros para ver vídeo online

Em 24 set 2018 - 3:40pm por videobes


Os brasileiros estão dedicando mais do seu tempo para assistir a vídeos na internet do que nos últimos quatro anos, segundo pesquisa divulgada pelo YouTube nessa quarta-feira (19) durante o evento YouTube Brandcast, realizado em São Paulo. De 2014 para 2018 houve um salto de 135% no consumo de vídeos online, passando de 8,1 horas semanais para 19 horas por semana. Entretanto, a previsão de que as pessoas parariam de assistir à televisão eventualmente ainda não se concretizou. O mesmo estudo revela que brasileiros estão mais tempo em frente à tela tradicional – apesar de que apenas 18% deles declaram sua atenção exclusiva. No comparativo a 2014, o tempo dedicado à TV cresceu em 13% – passando de 21,9 horas por semana para 24,8 horas. Os dados integram a quinta edição da pesquisa Video Viewers realizada pela Provokers sobre os hábitos dos brasileiros ao consumir vídeos on-line e off-line. Três mil pessoas na faixa etária entre 14 e 55 anos das classes A, B e C, do Sul, Sudeste e Nordeste, foram entrevistadas.

Mesmo diante da popularização das plataformas de vídeo sob demanda nos últimos anos, o YouTube se manteve, de acordo com a pesquisa, como o canal online preferido dos internautas brasileiros para consumir vídeo na web. Dos entrevistados, 44% deles afirmaram preferência na plataforma de vídeos do YouTube, enquanto a Netflix ficou com 22% da preferência. No comparativo com outras plataformas de vídeo on-line e de canais de TV aberta e paga, o YouTube só não perde para a TV Globo, com uma distância de três pontos percentuais. O WhatsApp aparece com 12% e Facebook 6%.

Como os brasileiros consomem vídeos

O estudo buscou entender porque os brasileiros estão dedicando mais tempo assistindo a vídeos online. Segundo a pesquisa, 80% dos entrevistados procuram na internet conteúdos que não estão disponíveis na TV, enquanto 47% buscam conteúdos que não puderam assistir no horário de exibição da grade televisiva e 27% buscam aprofundar assuntos que viram em programas da TV.

No Brasil, onde o número de celulares já superou o número de habitantes, o consumo de vídeos em dispositivos móveis também acompanha o perfil móvel da população. 75% das pessoas declararam que usam smartphones como o principal dispositivo para assistir a vídeos na web, porém vale ressaltar que o uso de Smart TVs mais que dobrou no último ano. Algo que segundo executivos do YouTube reflete o investimento dos brasileiros em novas TVs para a Copa do Mundo. Mas se o horizonte parece ser otimista para aqueles que produzem conteúdo especial para a internet, o mesmo não pode ser dito para a TV por assinatura no Brasil. Dos entrevistados, 43% disseram que não assinam nenhum serviço e 74% disseram não ter nenhuma intenção de contratar um pacote de TV paga no futuro. Quando indagados sobre qual canal buscam para procurar conhecimento, o YouTube sobressaiu a maior emissora do país por pouco, com 18% da preferência dos entrevistas, comparado a 17% para a Globo. O Facebook aparece com 8% e na sequência Record com 7%.

A transmissão ao vivo do primeiro debate presidencial organizado pela Band foi, segundo o YouTube, a live de maior audiência da plataforma no Brasil até hoje. O movimento mostra como tradicionais emissoras também estão vendo no YouTube uma forma de atrair e fidelizar audiências mais jovens. Atenta a isso, a Band, por exemplo, decidiu disponibilizar na íntegra todo o conteúdo exibido no Masterchef e complementá-lo com programação pensada para o YouTube.

“O YouTube também começa a se expandir para outras áreas. Temos o exemplo do debate presidencial que também se alia a dados em tempo real. É muito bacana ter esse comportamento quando a segunda tela passa a ser a primeira tela, dentro de uma ótica de dados, insights”, disse Fábio Coelho, presidente do Google Brasil em coletiva de imprensa.

Anúncios segmentados com AI

Dada a diversidade de conteúdos e vozes que o YouTube concentra, brasileiros passaram a confiar na plataforma para assistir além de videoclipes musicais, mas também conteúdos de educação e notícias. Uma em cada duas pessoas declaram que encontram tudo que querem assistir no YouTube e também recorrem a ele para decidir suas compras.

No último ano, as conversões em anúncios exibidos em vídeos do YouTube aumentaram mais de cinco vezes no Brasil, de acordo com o YouTube. Segundo Coelho, esse trabalho de conversão combina conteúdos melhores dos anunciantes, mas também envolve trabalho de machine learning que a companhia dedicada para segmentar demograficamente o público alvo dos anúncios. “Nos consolidamos como parceiros estratégicos das marcas”, salientou.

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