O reconhecimento facial nos EUA cobrirá 97% dos passageiros nos aeroportos

Em 18 abr 2019 - 2:59pm por videobes


O sistema de reconhecimento facial já é uma realidade em muitos lugares e, com sua popularização, acabou se tornando polêmico. E o Departamento de Segurança Interna dos EUA espera usar essa tecnologia em 97% dos passageiros em aeroportos nos próximos quatro anos. O processo, que envolve fotografá-los antes do embarque, começou a ser usado em 2017 e já estava funcionando em 15 aeroportos dos EUA no final de 2018.

Ao fotografar as pessoas no portão de embarque, o sistema cruza esse material com uma biblioteca cheia de imagens de rostos de pessoas que entraram com pedidos de visto e passaporte, bem como os que foram recolhidos por agentes de fronteira quando estrangeiros entram no país. O objetivo da plataforma é oferecer a “Saída Biométrica”, que dá às autoridades uma boa ideia tanto de quem está deixando o país, como quem está entrando, e permite que eles identifiquem pessoas que tenham seus vistos expirados.

Desde a introdução do sistema atual, o reconhecimento facial identificou 7.000 passageiros que tinham seus vistos vencidos nos 15.000 voos rastreados. O departamento de Clientes e Proteção de Fronteiras (CBP) do país estima que mais de 600.000 visitantes ultrapassem o limite dos seus vistos todos os anos, uma infração cuja penalidade proíbe a pessoa de entrar nos EUA por 10 anos.

Entretanto, por ser um sistema polêmico, algumas críticas acabaram surgindo. Umas das alegações é que essa seria uma ferramenta que ameaça à liberdade de civis. Uma vez que o banco de dados existe, seria fácil compartilhá-lo com outros órgãos do governo para transformá-lo em um recurso de auxílio à lei. Por outro lado, todos estariam sujeitos a monitoramento de tudo que fazem.

Esse é um sistema ainda estava em fase de desenvolvimento no início de 2017, mas sua implementação foi acelerada pela administração Trump e foi expandida para mais aeroportos em meados de 2018. Atualmente, tecnologias semelhantes estão sendo testadas em países como Japão e China e também têm provocado questionamentos.

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